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| Curso de Administração Alinex | |
| 07 Dezembro 2007 | |
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| Serviços são cruciais para crescimento do Open Source |
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| Quarta, 06 Fevereiro 2008 15:20 | |||
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As aplicações e os serviços existem mas têm de ser mais divulgados para que o open source se materialize como alternativa viável para as empresas
Depois de muitos anos em que as empresas olhavam para o open source com desconfiança, a adopção de soluções open source está a crescer de forma sustentada, e Portugal não é excepção. Dos servidores Web ao desktop e software de produtividade, o open source começa a ser considerado uma alternativa viável pelos sectores privado e público, onde são cada vez mais notórios os exemplos de boas práticas na integração de soluções abertas e na interoperabilidade com software proprietário. Os números divulgados pela IDC Portugal no início deste ano indicam que 22 por cento das organizações portuguesas já aderiram ao open source, subindo essa percentagem para 81%, no caso das companhias que se integram no sector económico das telecomunicações, transportes, utilities e media. O estudo «Open Source & Linux: Caracterização do Mercado em Portugal, 2006» revela que entre as vantagens apontadas pelas organizações para a utilização do open source contam-se a redução de custos de licenciamento de software e a independência face aos fornecedores, mas os inquiridos apontam também desvantagens, nomeadamente, no desconhecimento técnico e disponibilidade interna e externa para explorar a plataforma. A maturidade das soluções, a entrada de grandes players neste mercado e o apoio claro de empresas como IBM, Oracle, Google e Sun Microsystems têm vindo a garantir esta evolução gradual do open source e a contribuir para a menor desconfiança por parte dos segmentos não técnicos, já que estas soluções tendem a ser vistas como complexas e adequadas apenas a utilizadores muito especializados. Paulo Vilela, director de Desenvolvimento de Negócios e Marketing da Sun, afirma que esta evolução demonstra que o software open source passou de uma área marginal para o mainstream. «O conhecimento do que é o paradigma do open source tem evoluído. Os receios de se estar perante ‘um modelo de negócio não sustentável’ esvanecem-se e caminha-se para a postura pragmática e saudável de reconhecer as vantagens e desvantagens desta via de solução», acrescenta Luís Arriaga da Cunha, director do Centro de Investigação em Tecnologias de Informação da Universidade de Évora, responsável pelo desenvolvimento do Alinex, um sistema operativo Linux. Esta realidade é reconhecida de forma geral pelos profissionais que actuam nesta área, comercializando aplicações de base open source ou especializando-se em serviços. Rui Ribeiro, professional services manager da Sybase, admite que são cada vez mais as empresas portuguesas que adoptam plataformas open source. «A desconfiança passou a teste, e o teste passou à adopção, pois, em termos gerais, percebeu-se que existem já plataformas bastante robustas e estáveis capazes de trazer um verdadeiro valor acrescentado às empresas». A mudança está a ter impacte directo no negócio das empresas, que vêem cada vez mais justificado um modelo de negócio que parecia não ter futuro há poucos anos. É o caso da iPortalMais que trabalha com soluções open source desde 2000. «No início da actividade, a abertura das empresas para usar open souce não era nada igual aos dias de hoje», admite Raul Oliveira, director-geral da iPortalMais.
A estes factores acresce o maior conhecimento de técnicos integrados nas organizações nacionais. «Há um maior número de organizações nacionais a optar por este tipo de software devido a possuírem o conhecimento interno suficiente para poderem fazer essa avaliação sem a desconfiança de outrora», reconhece Diogo Rebelo, director-geral da DRI. Adesão transversal
Rui Sousa, director de Software Development da Westix-TI, arrisca dizer que, se em 1995 o open source era uma opção para “carolas”, em 2000 já era uma tendência, «principalmente, ao nível das grandes organizações, que desalojavam as onerosas licenças de Unix e de Windows para as substituírem por sistemas open source». O responsável admite agora que esta é uma «opção cada vez mais usada pelas PME», sobretudo, «as que, pela sua estrutura hierárquica mais horizontal, têm maior poder de inovação». Também é nas pequenas e médias empresas que Gustavo Homem, director técnico da Ângulo Sólido e presidente da Associação de Empresas de Open Source Portuguesas (ESOP), reconhece maior propensão para usar estas soluções, «porque têm maiores restrições orçamentais e maior flexibilidade na tomada de decisões». A ideia é partilhada por Francisco Moura, administrador da Eurotux, uma empresa que se posicionou como fornecedor de software e serviços open source, que aponta os constrangimentos orçamentais como um dos motivos para a adopção de open source. Pelo contrário, João Batista, director-geral da Novell Portugal, afirma que são as companhias de maior dimensão que beneficiam mais significativamente do baixo custo do Linux e da flexibilidade que oferece. «As companhias de maior dimensão tendem também em estar mais confortáveis na gestão de diferentes sistemas operativos», explica. No entanto, não deixa de reconhecer que as companhias de média e pequena dimensão também podem beneficiar das vantagens do Linux. Para este segmento, a Novell criou um bundle chamado Novell Open Workgrup Suite baseado em Linux, que inclui sistemas de colaboração (e-mail), gestão e segurança, necessárias ao funcionamento regular de uma infra-estrutura de IT. Já em Outubro, a empresa lançou uma versão small business de fácil instalação, cujo modelo de negócio passa pela comercialização através de parceiros. Boas práticas na Administração Pública
Sónia Casaca, sales manager da subsidiária portuguesa da Magirus, aponta a resolução 66/2004 – onde é recomendado ao Governo a tomada de medidas com vista ao desenvolvimento do software livre em Portugal – e a agenda do Plano Tecnológico como bons exemplos da predisposição da Administração Pública para aderir ao open source. Rogério Cristo, senior certified IBM IT architect e membro do Technical Experts Council da IBM SPGIT (que abrange Espanha, Portugal, Grécia, Israel e Turquia), sublinha também que na Administração Pública o crescimento do open source tem sido constante e sustentado. «Existem óptimas experiências, quer ao nível da Administração Central quer ao nível da Administração Local. Também aqui se verificam as mesmas diferenças e motivações sentidas na comparação PME e grandes empresas», garante. «Parece ter-se preferido um liberal ‘laisser faire, laisser passer’, invocando que os mecanismos de mercado e da competição livre e transparente farão vingar as melhores soluções», adianta o director do Centro de Investigação em Tecnologias de Informação, sublinhado que «seria grave não percebermos que Portugal, relativamente à problemática do software livre, tem na Europa (e se calhar do Mundo) uma posição sui generis». O mesmo responsável acredita que «a influência de grandes casas de software proprietário nos níveis de decisão de topo da Administração é marcada», apontando a posição oficial relativa ao OpenXML e no arranque da iniciativa e-Escolas como maus exemplos. Por outro lado Rui Sousa, da Westix-TI, afirma que «existem jogos de influência junto dos decisores governamentais e das grandes organizações não-governamentais que visam incentivar a adopção de opções menos eficientes, o que conseguem geralmente através de métodos pouco transparentes e raiando a corrupção», o que não acontece apenas nas TI. Serviços a crescer
Sem fazer avaliação da qualidade, Diogo Rebelo, director-geral da DRI, admite porém que os recursos especializados em open source ainda não existem em quantidade no mercado, pelo que subsiste a lei da oferta e da procura. Por isso, ainda são caros e o recurso não compensa às PME. «Creio que a solução está no incremento da formação, para que haja mais oferta no mercado», adianta. Clique aqui para ver o texto integral da entrevista.
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